Um ser vespertino

15 Setembro, 2008 by homembionico

Sou o típico vespertino. Acho uma perda enorme de tempo trabalhar de 9h às 18h. Eu produziria muito mais das 13h às 22h. No horário convencional, quando saio do trabalho, entre 18h e 19h, estou no pico máximo da minha produtividade. 

Por isso, depois de um dia de trabalho, normalmente chego em casa ligadão, com a cabeça funcionando a mil por hora e em plena atividade. Enquanto a maioria das pessoas já está sentada no sofá, em frente à TV, descansando e assistindo a programação do horário nobre.

Esse é justamente o período do dia em que me sinto mais ativo para resolver os meus problemas cotidianos, organizar a minha vida pessoal, pagar contas e etc. Felizmente, em tempos de Internet, tudo isso fica muito mais fácil. 

Por outro lado, não é preciso muito esforço para constatar que o mundo não foi feito para os vespertinos. Afinal, existe um horário “comercial” para quase tudo, que vai das 9h às 18h, ou no máximo até 22h.

Felizmente, os estabelecimentos que funcionam durante 24 horas são cada vez mais comuns. Para mim, não há coisa melhor do que fazer compras em supermercado vazio e sem filas depois das 22h. É quase o paraíso. 

 

Em uma situação ideal para um vespertino, só iria pra cama às 2h da matina, como faz o nosso governador José Serra. Mas no Brasil, onde Deus só ajuda “a quem cedo madruga”, isso é impossível para quem trabalha em empresa privada.

 

 

 

 

 

3G: Maquiavel, McLuhan, Jobs e Cia.

11 Julho, 2008 by homembionico

Dizem por aí que os meios de comunicação são a extensão do homem. Que o meio é a mensagem. E que os fins justificam os meios. Não sei ao certo se há alguma relação entre Maquiavel e McLuhan. Mas penso que as idéias de um tal Steve Jobs têm um quê de maquiavélicas e de mcluhianas, ao mesmo tempo.

Imagine então se Jobs, Maquiavel e McLuhan fossem contemporâneos. Que tal pensar na Apple como um “principado” da tecnologia, cujos domínios se estendem pela “aldeia global”, onde “os fins justificam os meios”? Puta viagem nerd a minha. Mas até que faz sentido.

Por acaso, o primeiro post nessa bagaça está sendo publicado em uma data histórica para os viciados em tecnologia, applemaníacos e afins. Mas juro que foi mesmo por acaso. A idéia inicial era juntar Jobs, Maquiavel e McLuhan no mesmo post, só pra ver no que dava. Nem pensei em postar a respeito do iPhone 3G, que foi lançado hoje.

O aparelhinho chega ao mercado com propósitos altamente maquiavélicos, especialmente o de expandir os domínios do principado Apple. E representa como nenhum outro gadget a máxima mcluhiana de que o meio é a mensagem. E essa metáfora é a que melhor explica o renascimento da Apple com o advento do iPod.

Telefone com MP3 player e câmera? Que nada! iPhone é música, voz, vídeo, imagem, diversão e trabalho com total mobilidade. Sem limites, em qualquer lugar e a qualquer hora. Não há perspectiva melhor para explicar como um meio se traduz em mensagem.

Tudo bem! Sei que essa é uma visão simplista e nada acadêmica. Mas é interessante do ponto de vista do marketing. O maquiavélico príncipe Steve que o diga.