3G: Maquiavel, McLuhan, Jobs e Cia.

Dizem por aí que os meios de comunicação são a extensão do homem. Que o meio é a mensagem. E que os fins justificam os meios. Não sei ao certo se há alguma relação entre Maquiavel e McLuhan. Mas penso que as idéias de um tal Steve Jobs têm um quê de maquiavélicas e de mcluhianas, ao mesmo tempo.

Imagine então se Jobs, Maquiavel e McLuhan fossem contemporâneos. Que tal pensar na Apple como um “principado” da tecnologia, cujos domínios se estendem pela “aldeia global”, onde “os fins justificam os meios”? Puta viagem nerd a minha. Mas até que faz sentido.

Por acaso, o primeiro post nessa bagaça está sendo publicado em uma data histórica para os viciados em tecnologia, applemaníacos e afins. Mas juro que foi mesmo por acaso. A idéia inicial era juntar Jobs, Maquiavel e McLuhan no mesmo post, só pra ver no que dava. Nem pensei em postar a respeito do iPhone 3G, que foi lançado hoje.

O aparelhinho chega ao mercado com propósitos altamente maquiavélicos, especialmente o de expandir os domínios do principado Apple. E representa como nenhum outro gadget a máxima mcluhiana de que o meio é a mensagem. E essa metáfora é a que melhor explica o renascimento da Apple com o advento do iPod.

Telefone com MP3 player e câmera? Que nada! iPhone é música, voz, vídeo, imagem, diversão e trabalho com total mobilidade. Sem limites, em qualquer lugar e a qualquer hora. Não há perspectiva melhor para explicar como um meio se traduz em mensagem.

Tudo bem! Sei que essa é uma visão simplista e nada acadêmica. Mas é interessante do ponto de vista do marketing. O maquiavélico príncipe Steve que o diga.

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