Em um desses feriados prolongados, tão comuns no Brasil, fui visitar a família em Minas Gerais. Como sempre, uma hora depois de desembarcar em BH, já estava “espetando” meu modem 3G no notebook para me conectar à Internet, checar e-mails, verificar quem estava online no Messenger e postar no Twitter.
No dia seguinte, embarquei com a família em uma curta viagem a uma cidade do interior, a 50 km de BH, e resolvi não levar o notebook. Considerei que o gadget não teria muita utilidade em uma área rural, onde provavelmente não haveria acesso à Internet por 3G. No máximo, pensei, teria uma rede Edge bem lenta.
Tive que me contentar apenas com o smartphone e qual foi a minha surpresa ao perceber que havia cobertura do sinal 3G na tal cidadezinha. Logo, pensei no computador que não trouxe comigo e bateu uma enorme crise existencial.
“Será que eu preciso mesmo de 3G em um lugar onde a paisagem, o clima e o contato direto com a natureza deveriam ser mais atrativos que a velocidade de transmissão de dados das anteninhas de celular?”
Depois de pensar, cheguei à conclusão de que o importante é saber separar os momentos em que os gadgets são indispensáveis daqueles em que não servem pra muita coisa, além de ocupar espaço na bagagem.
Amo os meus gadgets e não vivo sem eles. Mas também amo curtir os bons momentos da vida que não dependem da intensidade do sinal 3G ou da velocidade do meu processador.
Escrito por Beto Freitas