Com 3G ou sem 3G? Eis a questão.

3 Novembro, 2009

 

note_zap3g_2Em um desses feriados prolongados, tão comuns no Brasil, fui visitar a família em Minas Gerais. Como sempre, uma hora depois de desembarcar em BH, já estava “espetando” meu modem 3G no notebook para me conectar à Internet, checar e-mails, verificar quem estava online no Messenger e postar no Twitter.

No dia seguinte, embarquei com a família em uma curta viagem a uma cidade do interior, a 50 km de BH, e resolvi não levar o notebook. Considerei que o gadget não teria muita utilidade em uma área rural, onde provavelmente não haveria acesso à Internet por 3G. No máximo, pensei, teria uma rede Edge bem lenta.

Tive que me contentar apenas com o smartphone e qual foi a minha surpresa ao perceber que havia cobertura do sinal 3G na tal cidadezinha. Logo, pensei no computador que não trouxe comigo e bateu uma enorme crise existencial.

“Será que eu preciso mesmo de 3G em um lugar onde a paisagem, o clima e o contato direto com a natureza deveriam ser mais atrativos que a velocidade de transmissão de dados das anteninhas de celular?”

Depois de pensar, cheguei à conclusão de que o importante é saber separar os momentos em que os gadgets são indispensáveis daqueles em que não servem pra muita coisa, além de ocupar espaço na bagagem.

Amo os meus gadgets e não vivo sem eles. Mas também amo curtir os bons momentos da vida que não dependem da intensidade do sinal 3G ou da velocidade do meu processador.