3 Novembro, 2009
Em um desses feriados prolongados, tão comuns no Brasil, fui visitar a família em Minas Gerais. Como sempre, uma hora depois de desembarcar em BH, já estava “espetando” meu modem 3G no notebook para me conectar à Internet, checar e-mails, verificar quem estava online no Messenger e postar no Twitter.
No dia seguinte, embarquei com a família em uma curta viagem a uma cidade do interior, a 50 km de BH, e resolvi não levar o notebook. Considerei que o gadget não teria muita utilidade em uma área rural, onde provavelmente não haveria acesso à Internet por 3G. No máximo, pensei, teria uma rede Edge bem lenta.
Tive que me contentar apenas com o smartphone e qual foi a minha surpresa ao perceber que havia cobertura do sinal 3G na tal cidadezinha. Logo, pensei no computador que não trouxe comigo e bateu uma enorme crise existencial.
“Será que eu preciso mesmo de 3G em um lugar onde a paisagem, o clima e o contato direto com a natureza deveriam ser mais atrativos que a velocidade de transmissão de dados das anteninhas de celular?”
Depois de pensar, cheguei à conclusão de que o importante é saber separar os momentos em que os gadgets são indispensáveis daqueles em que não servem pra muita coisa, além de ocupar espaço na bagagem.
Amo os meus gadgets e não vivo sem eles. Mas também amo curtir os bons momentos da vida que não dependem da intensidade do sinal 3G ou da velocidade do meu processador.
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Escrito por Beto Freitas
11 Julho, 2008
Dizem por aí que os meios de comunicação são a extensão do homem. Que o meio é a mensagem. E que os fins justificam os meios. Não sei ao certo se há alguma relação entre Maquiavel e McLuhan. Mas penso que as idéias de um tal Steve Jobs têm um quê de maquiavélicas e de mcluhianas, ao mesmo tempo.
Imagine então se Jobs, Maquiavel e McLuhan fossem contemporâneos. Que tal pensar na Apple como um “principado” da tecnologia, cujos domínios se estendem pela “aldeia global”, onde “os fins justificam os meios”? Puta viagem nerd a minha. Mas até que faz sentido.
Por acaso, o primeiro post nessa bagaça está sendo publicado em uma data histórica para os viciados em tecnologia, applemaníacos e afins. Mas juro que foi mesmo por acaso. A idéia inicial era juntar Jobs, Maquiavel e McLuhan no mesmo post, só pra ver no que dava. Nem pensei em postar a respeito do iPhone 3G, que foi lançado hoje.
O aparelhinho chega ao mercado com propósitos altamente maquiavélicos, especialmente o de expandir os domínios do principado Apple. E representa como nenhum outro gadget a máxima mcluhiana de que o meio é a mensagem. E essa metáfora é a que melhor explica o renascimento da Apple com o advento do iPod.
Telefone com MP3 player e câmera? Que nada! iPhone é música, voz, vídeo, imagem, diversão e trabalho com total mobilidade. Sem limites, em qualquer lugar e a qualquer hora. Não há perspectiva melhor para explicar como um meio se traduz em mensagem.
Tudo bem! Sei que essa é uma visão simplista e nada acadêmica. Mas é interessante do ponto de vista do marketing. O maquiavélico príncipe Steve que o diga.
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Escrito por Beto Freitas