
O Twitter alcançou o hall da fama e já aparece como destaque em jornais e revistas de grande circulação. Agora, quem quer aparecer são os usuários dessa rede social, que é a nova moda entre os internautas mais ávidos por novidades.
É fato que muitos famosos e celebridades têm perfis com milhares de seguidores no Twitter. Porém, o que impressiona é o Twitter ter se transformado em um grande “mural” de talentos, pontos de vista e interesses, em que se destacam pessoas comuns (ou nem tanto).
Sei que a discussão sobre o que é ser comum, ou não, rende muito assunto. Por comum, neste caso, entenda-se um indivíduo que passa várias horas conectado à Internet, escreve em blogs, posta fotos, acessa redes sociais, entre outras coisas.
Esse sujeito, normalmente, com raras exceções, não é ator de novela da Globo (da Record, talvez), não joga em time da 1ª divisão (ou no Milan), não escreve livros sobre o cotidiano de um mago/bruxo/portador de anéis e nunca foi tema de programa do canal E!.
O que esse cara quer é atormentar o Papa Bento XVI e ter mais seguidores do que a Igreja Católica. Só no Twitter, é claro. Mas se a fama se expandir para além dos domínios da Internet, ninguém vai reclamar.
Com esse intuito cada um twita o melhor de si. Uns postam e apostam em tweets engraçadinhos, cheios de piadas e tiradas cômicas. Outros, em comentários sobre o cotidiano, que é abordado de modo a parecer mais interessante e curioso do que é na realidade.
Há ainda os que exibem links para textos em blogs, fotos em fotologs e vídeos do Youtube, onde se divulgam talentos variados. É claro que tem gente que força a barra. Mas mamãe já dizia: “o que vale é a intenção”. E se a intenção é aparecer, vale tudo para conquistar os 140 caracteres de fama que todo twiteiro merece.
Escrito por Beto Freitas